Pavel Golovkin/AP
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Militantes armados atacam capital da Chechênia

De acordo com oficiais de segurança, rebeldes entraram em Grozny por volta de 1h e mataram três policiais em um posto de verificação

Estadão Conteúdo

04 de dezembro de 2014 | 11h29

Confrontos armados que tiveram início na madrugada desta quinta-feira na capital da Chechênia, no norte do Cáucaso, deixaram dez policiais e pelo menos nove militantes mortos. Dois prédios foram invadidos, dentre eles uma escola, informaram autoridades.

Os combates, que desestabilizaram a aparência de estabilidade garantida pelo governo com mão de ferro do líder Ramzan Kadyrov, indicado pelo Kremlin, começou horas antes de o presidente russo Vladimir Putin fazer seu discurso anual sobre o estado da União, em Moscou.

Em seu discurso, Putin disse estar confiante de que as forças chechenas seriam capazes de lidar com os "rebeldes" que, segundo ele deu a entender, recebem apoio do exterior.

Oficiais de segurança disseram que militantes, que estavam em três carros, entraram na capital da república, Grozny, à 1h (horário local) e mataram três policiais de trânsito num posto de verificação.

O Comitê Nacional Antiterrorismo, uma agência federal, disse que a seguir os militantes ocuparam um prédio de dez andares na região central de Grozny, que posteriormente foi destruído pelo fogo, matando seis militantes.

A agência informou que mais homens foram encontrados numa escola próxima e forças de segurança foram enviadas para "liquidá-los". Não havia estudantes ou professores na escola quando ela foi tomada pelos militantes, declarou à agência de notícias RIA Novosti o vice-diretor Islam Dzhabrailov.

A televisão estatal russa mostrou imagens de oficiais de segurança disparando armas automáticas e lançadores de granadas contra o prédio da escola, que tem três andares.

O líder checheno, que viajou para Moscou para o discurso de Putin, disse aos jornalistas posteriormente, que a operação de segurança havia acabado. "Encontramos os corpos de nove (militantes), mas elas (as forças de segurança) continuam a realizar buscas", relatou ele à agência de notícias Interfax.

Embora ações violentas sejam comuns em todo o norte do Cáucaso, medidas de segurança adotadas por Kadyrov impediram durante anos que Grozny fosse alvo de ataques. Em outubro, porém, um suicida detonou os explosivos que levava junto ao corpo do lado de fora de uma sala de concertos na capital, matando cinco policiais e ferindo 12, quando a cidade celebrava o aniversário de Kadyrov. /AP

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