Militantes de esquerda estão desaparecidos nas Filipinas

A organização de direitos humanos Karapatan denunciou neste sábado o desaparecimento, desde maio, de nove militantes políticos e sociais de esquerda filipinos, na maior ofensiva lançada pelo atual governo contra a guerrilha comunista. O grupo recebeu a denúncia das mães e mulheres dos desaparecidos. Elas temem que os militantes tenham sido seqüestrados pelo Exército.É o caso de Rogelio Calubad, de 53 anos, e seu filho Gabriel, de 29. Segundo testemunhas, os dois foram levados por homens armados numa caminhonete, dia 17 de junho, em Calauag, na província de Quezón. Suas famílias suspeitam de seqüestro por motivos políticos. Dez dias depois, a Frente Democrática Nacional, coalizão que inclui a guerrilha comunista, anunciou que Calubad tinha atuado como assessor nas últimas negociações de paz com o governo.Outros sete ativistas de esquerda foram seqüestrados em diversos pontos das Filipinas em maio e junho, de acordo com a Karapatan. A organização suspeita de tortura, que não é definida como crime pela legislação do país, e de execuções. "Nenhum Estado deve praticar, permitir ou tolerar os desaparecimentos", diz o comunicado da entidade.A presidente Gloria Macapagal Arroyo ordenou no mês passado ao Exército que concentre seus esforços para conseguir em dois anos a total desarticulação do Novo Exército do Povo, a guerrilha comunista mais antiga da Ásia.

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