AFP PHOTO / MOHAMED ABDIWAHAB
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Militantes do Al-Shabab invadem hotel na Somália e matam ao menos 15 pessoas

Explosão de carro-bomba foi seguida por invasão de homens armados. Dentre os mortos, estão dois membros do Parlamento somali

O Estado de S. Paulo

01 Junho 2016 | 16h45

MOGADÍSCIO - Um hotel em Mogadíscio, capital da Somália, foi alvo de um ataque terrorista nesta quarta-feira, 1º, com a explosão de um carro-bomba, seguido pela invasão de um grupo de homens armados, conforme relataram testemunhas e fontes de segurança. Segundo agências de notícias internacionais, rebeldes do Al-Shabab teriam matado até 15 pessoas, ferido outras 20 e feito algumas reféns.

Uma grande coluna de fumaça podia ser vista distante do Hotel Ambassador, geralmente frequentado por funcionários do governo e executivos. De acordo com o capitão da polícia, Mohamed Hussein, dois membros do Parlamento da Somália estão entre os mortos.

“Os deputados Mohamud Mohamed e Abdullahi Jamac morreram no hotel. Eles moravam no local. Muitas pessoas, incluindo alguns deputados, foram resgatados. A operação (de segurança) está prestes a acabar. Até agora, os números que temos são 15 mortos e 20 feridos”, disse o policial Ibrahim Hassan.

O ataque começou quando um homem-bomba detonou um veículo carregado de explosivos na entrada do hotel. Militantes a pé tentaram então forçar a entrada no local. Segundo o deputado Omar Abdullahi Balash, cinco jihadistas tentaram invadir as instalações.

O local foi cercado por soldados fortemente armados. Forças de elite da Somália usaram lança-granadas e metralhadoras posicionadas em carros para lutar contra os militantes, que fixaram posições no segundo andar do Hotel Ambassador.

O Al-Shabab, filial da Al-Qaeda na Somália, reivindicou a autoria do ataque na capital somali, onde nos últimos meses o grupo atentou contra vários hotéis e restaurantes, segundo a imprensa local.

O atentado  ocorreu um dia depois que as forças somalis mataram o líder do grupo que planejou o ataque contra a Universidade de Garissa no Quênia, Mohammed Kuno, em uma operação coordenada com tropas americanas. /Associated Press, Reuters e EFE

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