Militantes do Hamas e do Fatah se chocam na Faixa de Gaza

Militantes do Hamas e do Fatah entraram em confronto na Faixa de Gaza nesta sexta-feira, 6, ferindo dois militantes e um garoto, enquanto o presidente palestino, Mahmoud Abbas, tentava dar esperanças quanto à libertação de um soldado israelense. A tensão é alta em Gaza, apesar da formação, em 17 de março, de um governo de unidade reunindo o movimento islâmico Hamas, que governa o país, e a facção secular Fatah, de Abbas. O conflito armado na cidade de Khan Younis feriu ao menos um membro do Hamas e um membro do Fatah, afirmaram moradores e trabalhadores do resgate. Uma granada de mão provocou ferimentos leves num garoto, e a casa de um membro do Hamas foi incendiada. Os dois lados disseram que o confronto começou quando um membro do Hamas colocou um panfleto islamita perto de uma mesquita leal à Fatah. Abbas disse à TV France 24 que está otimista sobre a rápida libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por militantes palestinos em junho, próximo à fronteira de Gaza. Abbas não deu detalhes específicos e já fez comentários similares antes. "Estamos fazendo todos os esforços para libertar Shalit e logo eles darão frutos", disse Abbas. "Estamos otimistas. Ele será libertado em breve." Um membro de um dos grupos que capturou Shalit disse não saber de qualquer mudança na situação. O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, disse que seu gabinete fará uma reunião especial neste sábado para discutir um novo plano de segurança com o objetivo de estancar os conflitos sectários e o crescente desrespeito às leis num prazo de cem dias. Haniyeh não deu detalhes sobre o plano, criado pelo ministro do Interior, Hani al-Qawasmi. Abbas disse que estão sendo feitos esforços para melhorar a segurança e libertar um jornalista da BBC seqüestrado em Gaza no dia 12 de março. "No entanto, será preciso de um certo tempo para que esta nova fase estabilize a situação, é claro", disse Abbas. Aumentando as tensões Haniyeh acusou os Estados Unidos de aumentar as tensões ao recusar levantar as sanções econômicas que impedem bancos locais, regionais e internacionais de transferirem fundos diretamente para o governo. "Os bancos se recusaram a fazer negócios conosco e continuam se recusando (a tratar com o governo) por causa desses atos norte-americanos dignos de uma gangue", disse Haniyeh. Na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, cerca de 2 mil partidários do Hamas saíram às ruas em memória dos líderes da facção mortos por Israel. Pelo menos três palestinos morreram em conflitos sectários na Faixa de Gaza desde a formação do governo de unidade. Os dois lados disseram que o confronto começou quando um membro do Hamas colocou um panfleto islâmico próximo a uma mesquita leal ao Fatah.

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