Militantes do Sinai dizem ter decapitado três egípcios

O grupo islâmico mais violento do Egito divulgou um vídeo neste domingo mostrando militantes decapitando três egípcios a quem acusavam de ser informantes do setor de inteligência de Israel.

REUTERS

05 de outubro de 2014 | 17h12

Em um vídeo postado no YouTube, o Ansar al-Bayt Maqdis, com sede no Sinai, acusou o governo egípcio de colaborar com os israelenses para atacar seus combatentes no Sinai, e prometeu caçar os informantes locais.

"Estes são os seus filhos, que continuam sendo espiões dos judeus", diz um porta-voz do grupo no vídeo.

O filme macabro mostra os três homens confessando antes de serem decapitados por homens mascarados. Suas cabeças cortadas são, então, colocadas em suas costas.

Um quarto homem, mostrado confessando ser um informante para os militares egípcios, é depois baleado.

Os assassinatos filmados lembram imagens postadas na Internet pelo Estado Islâmico, grupo que tomou grandes porções de território do Iraque e da Síria. O filme também incluiu um trecho de um discurso recente do porta-voz do Estado Islâmico sugerindo que os militantes egípcios estavam cada vez mais inspirados pela ala da Al Qaeda agora famosa por execuções sumárias e decapitações.

O Estado Islâmico tem atraído seguidores dos islamitas egípcios em sites de mídia social. Fontes de segurança egípcias estimam que até 8.000 egípcios estão lutando no exterior com grupos militantes como o Estado Islâmico e a Al Qaeda.

Dentro do Egito, o Ansar Bayt al-Maqdis tornou-se um grande problema de segurança para o governo, matando dezenas de policiais e soldados na península do Sinai, que é delimitada por Israel, Faixa de Gaza e Canal de Suez, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

Embora acredite-se que os militantes do Sinai não sejam oficialmente afiliados ao Estado Islâmico, um comandante do Ansar disse à Reuters no mês passado que o Estado Islâmico os aconselhou sobre como operar de forma mais eficaz.

(Reportagem de Ali Abdelatti)

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