Militantes do Taleban que atacaram Malala são presos no Paquistão

Exército disse que 10 integrantes foram detidos e serão levados a um tribunal antiterrorista; atentado contra a menina ocorreu em 2012

O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2014 | 09h49

ISLAMABAD - O Exército do Paquistão afirmou nesta sexta-feira, 12, que as autoridades prenderam 10 militantes do Taleban responsáveis pelo atentado contra Malala Yousafzai, a ativista adolescente que foi baleada em razão da campanha que fazia pelo direito de meninas à educação.

Militantes do Taleban paquistanês assumiram a responsabilidade pelo ataque a Malala em 2012, mas até agora ninguém havia sido preso. Duas outras estudantes foram feridas no ataque.

O chefe de imprensa do Exército, Asim Bajwa, adisse que os detidos pertencem ao grupo islamita Shura e não deu mais detalhes sobre a operação militar, mas afirmou que os acusados serão levados a um tribunal antiterrorista.

Malala sobreviveu e foi levada de avião à Grã-Bretanha para tratamento médico e desde então se tornou um símbolo da luta contra os militantes que operam em áreas tribais no noroeste do Paquistão.

A menina ganhou um prêmio de direitos humanos da União Europeia e foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz no ano passado. Agora, morando na Grã-Bretanha, ela não pode retornar à sua terra natal em razão das ameaças do Taleban de matá-la e a seus familiares. / EFE e REUTERS

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