Militantes estrangeiros morreram em ataque na Chechênia

Numa tentativa de provar os laços entre os rebeldes chechenos e o terrorismo internacional, o porta-voz do governo russo Sergei Yastrzhembsky mostrou nesta quarta-feira os passaportes de três turcos, um argelino e um alemão que estavam entre os 17 supostos militantes separatistas mortos em um ataque do Exército da Rússia contra uma base rebelde na Chechênia.Yastrzhembsky, porta-voz pessoal do presidente Vladimir Putin, informou que os militantes foram mortos em um ataque promovido em 23 de novembro perto da aldeia chechena de Serzhen-Yurt. O grupo incluía o argelino Mohamed Kadour, o alemão Thomas Carl Fischer e os turcos Halim Oz, Mustafa Salli e Naim Dag.Durante entrevista coletiva concedida em Moscou, Yastrzhembsky exibiu uma fita de vídeo que mostrava soldados russos caminhando entre os corpos dos rebeldes mortos em uma floresta. Ele contou que as forças federais cercaram a base rebelde e mataram todos os militantes ali encontrados. Não houve baixas entre os soldados russos.O Kremlin vincula os rebeldes separatistas chechenos a grupos extremistas internacionais como a Al-Qaeda, liderada pelo milionário saudita no exílio Osama bin Laden. Putin rejeita a pressão ocidental para negociar a paz com os líderes rebeldes, qualificando-os como terroristas internacionais que devem ser eliminados.Yastrzhembsky acusou ainda a ex-república soviética de Geórgia de servir como ponto de passagem para os rebeldes, já que faz fronteira com o Chechênia.

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