Militantes islâmicos atacam curdos no Iraque

Militantes islâmicos supostamente ligados à rede extremista Al-Qaeda atacaram nesta quarta-feira uma milícia da União Patriótica do Curdistão (UPC), nos arredores da cidade de Halabja. Pelo menos 20 combatentes foram mortos ou feridos. Militantes do grupo Ansar al-Islam ocuparam duas posições da UPC, segundo o xeque Jaffar Mustafa, da milícia curda que tenta desalojar os radicais da região. Ele calcula que 30 homens tenham morrido, mas disse não poder dar um número exato, pois alguns de seus auxiliares estão de licença e seu bando não conseguiu recuperar os corpos do campo de batalha. Mais tarde, o comandante local Massoud Kazem disse que três ou quatro soldados da União Patriótica do Curdistão morreram e 11 ficaram feridos. Segundo ele, 10 guerrilheiros do grupo Ansar al-Islam devem ter morrido nos combates. Alguns soldados da UPC morreram dormindo, já que os militantes atacaram durante a madrugada. Uma coluna de fumaça se ergueu das duas colinas, na base das montanhas Suren, ao longo da fronteira entre o Irã e o Iraque. Os guerrilheiros do Ansar al-Islam usaram artilharia pesada no ataque contra as posições curdas, disse Mustafa. Embora alguns membros do Ansar al-Islam sejam curdos, Mustafa disse que suas fileiras incluem árabes treinados no Afeganistão e que teriam laços com a rede Al-Qaeda, liderada pelo milionário saudita Osama bin Laden. Alguns combatentes do grupo disseram ter recebido treinamento nos campos da Al-Qaeda no Afeganistão, mas negaram ter mantido os vínculos com o grupo de Bin Laden. A UPC enviou elementos de suas forças especiais ao campo de batalha, enquanto as ambulâncias levavam os feridos para Halabja, a nove quilômetros do local. Funcionários do hospital disseram ter atendido seis vítimas feridas a bala. Mustafa disse que os militantes islâmicos tiveram êxito porque a UPC concedeu licença a alguns de seus soldados para que passassem em casa a celebração do Eid el-Fitr, que se inicia na quinta-feira e marca o fim do mês sagrado do Ramadã.

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