Militantes islâmicos matam 52 em ataques a igreja na Nigéria

Bombas explodiram no domingo e nesta segunda-feira; ação é atribuída ao Boko Haram

O Estado de S. Paulo,

27 de janeiro de 2014 | 14h12

Homens suspeitos de serem extremistas islâmicos mataram 52 pessoas durante um culto religioso ocorrido em um vilarejo no nordeste da Nigéria, disseram testemunhas e autoridades nesta segunda-feira, 27, em uma região onde a seita islâmica Boko Haram resiste a uma ofensiva militar.

Os homens soltaram bombas e dispararam dentro da congregação da igreja católica do vilarejo de Waga Chakawa, no Estado de Adamawa, na manhã de domingo, antes de incendiar casas e fazer moradores reféns durante um cerco de quatro horas, relataram as testemunhas.

Nesta segunda-feira, outras duas bombas explodiram no local onde eram recolhidos os corpos das vítimas do ataque de domingo, informou uma autoridade local. Um policial confirmou que ao menos 52 pessoas morreram nos atentados e 16 ficaram feridas

O presidente Goodluck Jonathan vem sofrendo para deter o Boko Haram em áreas rurais remotas no nordeste do país, onde a seita realizou sua primeira insurreição em 2009. A seita, que busca impor a lei islâmica rígida em uma nação dividida entre cristãos e muçulmanos, já matou milhares de pessoas nos últimos quatro anos e meio e é considerada o maior risco à segurança do maior exportador de petróleo e segunda maior economia da África, atrás somente da África do Sul.

Tradicionalmente, os alvos dos combatentes do Boko Haram têm sido forças de segurança, políticos que se opõem à seita e minorias cristãs no norte predominantemente muçulmano.

O porta-voz da diocese católica de Yola, padre Raymond Danbouye, confirmou que as pessoas mortas no ataque foram enterradas nesta segunda-feira. Pelo menos 170 pessoas morreram neste mês em ataques atribuídos ao Boko Haram./ REUTERS e AP

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