Militantes islâmicos no Paquistão libertam 30 reféns militares

Ato teria sido "gesto de boa vontade" por ocasião da festividade do fim do Ramadã

EFE

13 de outubro de 2007 | 03h55

O grupo de militantes islâmicos que retém mais de 200 soldados em uma região tribal do Paquistão desde o final de agosto libertou neste sábado 30 deles como "gesto de boa vontade" por ocasião da festividade do fim do Ramadã, informou uma fonte oficial. A libertação aconteceu um dia depois que o presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf, culpou as próprias tropas em entrevista à "BBC" de "falta de profissionalismo", por não ter tomado medidas para evitar sua captura na instável região do Waziristão do Sul. Segundo o porta-voz do Exército, Waheed Arzad, a libertação dos soldados aconteceu coincidindo com a festividade de Eid ul-Fitr, após longas negociações com os seqüestradores, que anteriormente tinham declarado que as autoridades tinham um interesse "mínimo" em libertar seus militares. Musharraf, no entanto, assegurou nesta sexta-feira que o Exército estava utilizando uma combinação de negociação e uso da força para tentar resolver a situação. Os militares do Exército paquistanês, entre eles oito altos comandantes, estão nas mãos de militantes seguidores do líder tribal Baitullah Mehsud desde o dia 30 de agosto, quando seu comboio foi capturado enquanto viajava no Waziristão do Sul. Entre outras coisas, os seguidores de Mehsud reivindicam a libertação de cerca de 30 companheiros detidos pelo Governo e a retirada das tropas da região tribal, próxima à fronteira com o Afeganistão. No começo de outubro, os seqüestradores asseguraram que iam começar a executar três reféns por dia que passasse sem que o Governo cumprisse suas exigências. Pouco depois dessa advertência, as autoridades acharam os corpos de três militares perto da localidade de Jandola, no próprio Waziristão do Sul, mas desde então não houve informações sobre novas execuções.

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