Militantes islâmicos reprimem venda de bebidas no Iraque

Está cada vez mais difícil comprar uma cerveja em Bagdá. Pelo menos cinco lojas que vendiam bebida alcoólica foram explodidas por terroristas islâmicos na semana passada, levando outras lojas a fechar as portas ou a parar de vender álcool. Os ataques, que se repetem pelo país, levantam o temor de que o islamismo radical - duramente reprimido pela ditadura de Saddam Hussein - está tirando vantagem do caos político e institucional para se impor.Em algumas partes do Iraque, especialmente nas éreas xiitas ao sul de Basra, o álcool é praticamente uma droga ilícita. Nesses lugares, radicais islâmicos, impondo a proibição religiosa contra bebidas alcoólicas, usaram bombas ou iniciaram incêndios em lojas que vendem cerveja. Em Faluja, militantes açoitaram em público um homem acusado de vender álcool.Muitos iraquianos seculares criticam os ataques, lembrando o tempo em que festas de casamento se estendiam pela madrugada com bebida, música e dança - coisas que os radicais querem proibir.

Agencia Estado,

19 de julho de 2004 | 16h30

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