Militantes islâmicos tomam forte no Paquistão

Oito soldados morrem em ofensiva de cerca de 200 insurgentes ligados à Al-Qaeda

Associated Press, REUTERS

16 de janeiro de 2008 | 10h50

Centenas de militantes ocuparam na madrugada de quarta-feira um quartel do noroeste do Paquistão num incidente que, segundo os militares, deixou 47 mortos, sendo oito soldados. Segundo a Associated Press, o Exército paquistanês afirmou ter matado 50 atacantes, o que foi negado pelos combatentes tribais.Os militantes atacaram a fortaleza paramilitar no Waziristão do Sul, perto da fronteira com o Afeganistão, logo depois de 0h de quarta (hora local), e os combates duraram pelo menos duas horas, segundo o general Athar Abbas, porta-voz das Forças Armadas. "Cerca de 200 canalhas atacaram de diferentes direções. Conseguiram violar um dos muros do forte. Nesse processo, houve cerca de 40 militantes mortos e sete homens do Corpo de Fronteira foram dados como mortos." Segundo ele, 15 soldados fugiram e 20 estão desaparecidos. As forças de segurança combatem há anos a presença de militantes ligados à Al-Qaeda no Waziristão do Sul.   Autoridades locais sugeriram que o número chegava a mil atacantes e que houve muito mais mortos. Observadores afirmam que foi a primeira vez que militantes tomaram um forte no Paquistão. Em outubro último, islâmicos haviam capturado diversas delegacias de polícia e postos militares no vale de Swat, que foram posteriormente retomados. O forte estava sendo guardado pelo paramilitar Corpo de Fronteira. A região de Sara Rogha, onde fica a fortaleza, é um reduto do líder militante Baitullah Mehsud, ligado à Al-Qaeda e acusado pelo governo de envolvimento no assassinado da líder oposicionista Benazir Bhutto no dia 27 de dezembro.

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