Militantes libertam reféns na Nigéria

Militantes da etnia ijaw libertaram os últimos reféns de um grupo de sete trabalhadores do ramo petrolífero mantidos cativos no conturbado delta do Rio Níger, informaram diplomatas e o empregador das vítimas nesta segunda-feira. Os militantes tomaram os sete trabalhadores como reféns na última quinta-feira. Dois homens - um australiano e um russo - foram libertados durante o fim de semana. O delta do Rio Níger é uma região rica em petróleo. Um diplomata do alto comissariado britânico em Lagos comentou sob condição de anonimato nesta segunda-feira que "todos os reféns restantes foram libertados", inclusive um cidadão britânico. Ele não forneceu mais nenhum detalhe. Em uma declaração por escrito, diretores da companhia escocesa Bredero Shaw disseram estar "deliciados" com a libertação de pelo menos cinco reféns e agradeceram pelo auxílio das autoridades nigerianas, britânicas e australianas nas negociações com os militantes ijaws. Josh Nijam, de 27 anos, disse à emissora australiana ABC que acreditava estar entre os primeiros libertados porque escreveu um pedido de resgate ditado pelos captores. Ainda não se sabe se foi pago algum resgate pela libertação dos reféns. Os seqüestradores exigiam uma quantia equivalente a US$ 36.000, disse Abel Oshevire, um porta-voz do governo regional. Não estava claro se a quantia exigida referia-se a todos os reféns juntos ou à libertação separada de cada um. Incidentes como esse são comuns no delta do Rio Níger, onde ativistas, criminosos e trabalhadores em greve costumam direcionar sua revolta contra as companhias do ramo petrolífero, promovendo sabotagens, seqüestros e tentativas de extorsão. Raramente os reféns são feridos.

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