Militantes matam 3 em ataque a base da UA na Somália

Militantes do al-Shabab, grupo extremista ligado à Al-Qaeda, atacaram nesta quinta-feira um hotel onde está instalada uma base militar da União Africana (UA) na região central da Somália. Os homens vestiam uniformes do Exército que haviam sido roubados e mataram pelo menos dois soldados do Djibuti.

Agência Estado

26 de junho de 2014 | 10h58

O al-Shabab informou que seus homens invadiram a área do hotel onde tropas do Djibuti que integram a UA estão sediados na cidade de Bulo-Burte, cerca de 200 quilômetros da capital Mogadiscio, disse Abdulaziz Abu Musab, porta-voz do grupo, à agência France Presse. "A área da sede de comando (das forças da UA) foi atacada. Esses ataques vão continuar", declarou Musab, afirmando ter matado seis soldados da UA.

Mas Elio Yao, porta-voz da missão da UA na Somália (Amisom), apoiada pela ONU, rejeitou as afirmações, dizendo que os homens não conseguiram entrar no hotel, embora tenham matado dois soldados do Djibuti durante um confronto.

Dois combatentes do al-Shebab "vestidos com uniformes militares" também foram mortos, afirmou Yao. "Houve uma troca de tiros no posto de verificação, durante a qual dois soldados do Djibuti foram mortos...os homens não conseguiram entrar no complexo", acrescentou ele.

Outra fonte disse que além dos dois soldados, uma outra pessoa foi morta e que um suicida participou no ataque. Segundo o coronel Ahmed Ali, porta-voz da UA, o ataque começou quando um suicida detonou os explosivos que levava junto ao corpo nas proximidades do Hotel Amalow, antes de um homem armado tentar entrar no local.

O grupo islâmico militante al-Shabab assumiu a responsabilidade pela ação durante anúncio feito em sua emissora de rádio.

Trata-se do segundo ataque contra o hotel. Um suicida num carro-bomba e um homem armado atacaram o local em março, matando pelo menos cinco pessoas. O Al-Shabab também assumiu a responsabilidade por aquele ataque.

Tropas somalis e da UA tomaram a cidade de Bulo-Burte, que estava sob o comando dos extremistas, no início de março. Desde então, o Al-Shabab intensificou os ataques contra tropas na cidade.

As forças da AU expulsaram o al-Shabab de Mogadiscio em 2011. Nos últimos seis meses, soldados do governo têm travado batalhas em pequenas cidades próximas da capital que ainda estão sob o comando do al-Shabab. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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