Militantes matam soldados dos EUA como vingança por estupro de iraquiana

Um grupo ligado à Al-Qaeda alega ter matado três soldados americanos e mutilado os corpos de dois deles como uma vingança pelo estupro seguido de assassinato de uma jovem iraquiana por soldados da mesma unidade. A informação foi publicada nesta terça-feira por um instituto que monitora sites de extremistas. Segundo um comunicado do Instituto SITE, o Conselho Shura Mujahedeen fez a afirmação através de um vídeo de cerca de 4 minutos veiculado na Internet que inclui imagens dos corpos mutilados dos soldados, atacados no dia 19 de junho perto de Youssifiyah, sudoeste de Bagdá.O instituto liberou uma imagem congelada do vídeo mostrando os dois americanos mortos, um deles decapitado.De acordo com o órgão, o comunicado do grupo insurgente foi veiculado como uma "vingança por nossa irmã que foi desonrada por um soldado da mesma brigada". Investigação Quatro soldados norte-americanos são acusados de estuprar uma jovem iraquiana e de matá-la junto com outros três membros de sua família no Iraque no dia 12 de março.Um quinto soldado está sendo acusado de descumprimento do seu dever por não ter comunicado o crime.Os cinco militares também são acusados de colaborar com o cabo Steve D. Green, detido no mês passado na Carolina do Norte. O soldado alega inocência no caso. Os cinco militares serão submetidos a uma audiência segundo o Artigo 32, o equivalente militar a um tribunal com um júri. Esta audiência definirá se os soldados irão à julgamento. Caso sejam condenados, os cinco podem ser sentenciados à pena de morte. O ataque no dia 12 de março está entre os piore de uma série de casos de abuso de civis iraquianos por soldados americanos. Militares americanos estão preocupados que o caso deteriore ainda mais as relações dos iraquianos com o novo governo e aumente os pedidos de mudanças em um acordo de isenta soldados americanos de serem julgados em tribunais iraquianos.O primeiro-ministro do Iraque exigiu uma investigação independente sobre o caso, que sucede uma série de acusações de que soldados americanos mataram civis iraquianos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.