Militantes negam ligação com médico paquistanês preso em caso Bin Laden

Um grupo militante paquistanês negou nesta quinta-feira ter qualquer relação com um médico condenado por auxiliar essa facção, aumentando o mistério em torno de um caso que começou quando o médico ajudou a CIA a encontrar Osama bin Laden.

SAUD MEHSUD JIBRAN AHMAD, REUTERS

31 Maio 2012 | 09h21

Shakil Afridi foi condenado na semana passada por um tribunal na região tribal de Khyber sob a acusação de ter ajudado a CIA a localizar Bin Laden, configurando uma traição ao Estado paquistanês.

Os EUA reagiram ao anúncio, e o Paquistão então disse que o médico tinha um histórico de assédio sexual, lesão corporal e furto, o que não pôde ser confirmado de forma independente.

Mas, na quarta-feira, um documento judicial revelou que Afridi foi condenado a 33 anos de prisão por apoiar o grupo militante Lashkar-e-Islam (LI).

"Não há verdade nisso. Nós mesmos queremos pegá-lo. Se o apanharmos, vamos puni-lo segundo a sharia (lei islâmica)", disse Abdul Rasheed, comandante do LI, à Reuters.

Rasheed disse que Afridi deve ser punido porque era um mau médico, que maltratava as pessoas. "Ele é um traidor, um inimigo do islã, um chantagista mesquinho."

(Reportagem adicional de Mark Hosenball em Washington)

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