Militantes organizam torcida na frente do hospital

"Aguenta Morena!". A frase, refrão de um rock argentino dos anos 90, era a mais pronunciada por mais de mil militantes kirchneristas que ontem se acotovelavam na frente do Hospital Austral para torcer pela saúde de Cristina Kirchner. "Essa concentração é para mostrar a Cristina que o povo está aqui com ela, e não arredaremos o pé até que ela tenha a alta", afirmou enfático ao Estado Juan Luna, de 33 anos. "Ficarei acampado o tempo que for necessário", acrescentou o frequentador de internações presidenciais. "Também estive nas duas cirurgias de Néstor Kirchner em 2010", completou.

BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2012 | 03h01

Instalado no lado esquerdo do portão do hospital, Roberto Sebo, de 53 anos, descarregava cartazes e faixas de caminhonetes da prefeitura de José C. Paz. Assessor do vereador Rodolfo Pino, disse ao Estado que ele e 300 funcionários da Secretaria de Esportes do município faltariam ao trabalho para acampar na frente do hospital.

As organizações Kolina (da cunhada da presidente, a ministra da ação social, Alicia Kirchner), Movimento Evita e La Cámpora (a juventude kirchnerista) levaram pelo segundo dia militantes para a frente do Austral. Também havia cabos eleitorais e funcionários públicos transportados por prefeitos de municípios da Grande Buenos Aires, reduto do peronismo.

Do lado direito do portão do hospital, Valeria Domínguez, de 31 anos, explicou sucintamente sua atividade profissional: "Sou militante". A seu lado, em um computador em uma barraca, os ativistas poderiam assistir a vídeos sobre a presidente.

Na terça-feira, alguns motoristas passavam pela avenida na frente do hospital e gritavam "vão trabalhar" aos militantes. "Esses oligarcas que passavam por aqui acham que a gente não trabalha", disse Alberto Costa. "A gente trabalha, sim! Trabalhamos pelo projeto popular da presidente Cristina", disse.

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