Militantes palestinos concordam em parar de atacar Israel em Gaza

Grupos militantes na manhã deste sábado, na Faixa de Gaza, concordaram em parar de atirar mísseis em Israel, dizendo que esperam que o país inimigo faça que nem eles e pare de atacá-los, disseram oficiais de alto escalão palestinos. O cessar-fogo unilateral tem como objetivo acabar com a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza que começou em 28 de junho, três dias após militantes palestinos ligados ao Hamas terem matado dois soldados israelenses e seqüestrado um outro em um ataque a um posto militar próximo da fronteira.Mais de 100 palestinos, em sua maioria civis, foram mortos desde então, com ataques diários de jatos, tanques e artilharias israelenses contra Gaza, e centenas de foguetes de fabricação caseira lançados no sul de Israel pelos militantes.O acordo foi fechado na cidade de Gaza após encontros apoiados pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, e cujo objetivo foi encontrar uma solução para a crise na região. Vários grupos militantes palestinos estiveram presentes, incluindo o braço armado do Hamas. Porém, Abu Ahmed, porta-voz do grupo extremista palestino Jihad Islâmica, rejeitou as informações sobre qualquer cessar-fogo.Ahmed disse que os milicianos das Brigadas de Al Aqsa, braço armado da Jihad Islâmica, "prosseguirão com seus sagrados ataques, incluindo o lançamento de foguetes de fabricação caseira contra as comunidades sionistas, enquanto continuarem os ataques dos sionistas contra nosso povo".As forças de defesa israelenses afirmaram que não comentarão, por enquanto, o cessar-fogo. Na sexta-feira, quatro pessoas - um ativista do Hamas e três parentes seus - morreram em uma explosão em uma casa. Segundo testemunhas, o edifício foi atingido por um tiro disparado por um tanque israelense. Porém, militares de Israel negam ter usado artilharia ou tanques.Na quinta-feira, jatos de guerra israelenses fizeram uma série de ataques contra militantes palestinos em um campo de refugiados na cidade de Mughazi, no centro de Gaza. Dois militantes morreram e pelo menos 15 pessoas, na maioria civis, ficaram feridas, informaram fontes medicas palestinas. As forças israelenses abandonaram o campo na sexta-feira.Matéria ampliada às 16h14

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