Militantes palestinos executam colono israelense

Um grupo militante palestino anunciou na madrugada desta quinta-feira (horário local) a execução de um colono israelense de 18 anos seqüestrado na Cisjordânia. Segundo membros das forças de segurança palestinas de Ramallah, o corpo do colono executado foi encontrado enterrado próximo à cidade. A informação fez as tensões entre palestinos e israelense crescerem já nas primeiras horas deste segundo dia da invasão do Exército de Israel à Faixa de Gaza. A declaração foi divulgada em Gaza pelo Comitê de Resistência Popular (CRP). O grupo havia ameaçado executar o colono Eliahu Asheri caso Israel não recuasse em sua invasão à Faixa de Gaza. Ao que tudo indica, no entanto, a decisão palestina teve efeito contrário. Segundo testemunhas palestinas, após a morte de Asheri, tanques e blindados israelenses iniciaram uma investida nova contra a Faixa de Gaza, desta vez no norte do território. A ofensiva israelense iniciada na madrugada de quarta-feira no sul da Faixa de Gaza tem por objetivo pressionar os militantes palestinos a liberar o soldado Gilad Shalit, seqüestrado no domingo por grupos ligados ao grupo radical islâmico Hamas. O problema é que além de Shalit, os militantes seqüestraram outros dois israelenses - o colono recém assassinado e um senhor de 62 anos morador da cidade de Rishon Lezion. Embora este terceiro seqüestro não tenha sido confirmado, a polícia israelense informou que procura por uma pessoa com as mesmas características do homem.Nova invasãoTambém nas primeiras horas desta quinta-feira, testemunhas palestinas disseram que tanques e blindados israelenses adentraram o norte da Faixa de Gaza, abrindo um segundo front de invasão ao território.Segundo as testemunhas, os veículos israelenses foram vistos em áreas pouco povoadas do nordeste de Gaza. Israel já vinha bombardeando a região em represália à contínua ação de militantes palestinos que atiram foguetes contra cidades israelenses.Junto a nova investida em Gaza, Israel prendeu nesta quinta-feira dezenas de membros do Hamas. Entre eles está o vice-primeiro-ministro da Autoridade Palestina (AP), Nasser Shaer, além de outros membros do gabinete e dezenas de deputados.Somado a isso, na quarta-feira jatos israelenses sobrevoaram a residência de verão do presidente sírio, Bashar Assad. A intenção é pressionar Assad a cooperar para a liberação de Shalit junto ao Hamas. Isso porque um dos principais líderes do grupo no exílio, Khaled Mashaal, vive na Síria. Segundo Israel, o país mantém vínculos estreitos com a organização.Nas ações iniciadas na quarta-feira no sul da Faixa de Gaza, bombardeios israelenses destruíram a principal usina de distribuição de energia do território, deixando milhares de moradores da região sem luz e água.

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