Militantes palestinos matam 2 soldados israelenses

Militantes do Movimento Islâmico de Resistência (Hamas) infiltraram-se do território palestino de Gaza para Israel e mataram dois soldados israelenses, o que não acontecia desde 2006. O Ministério da Saúde de Gaza informou que o número de palestinos mortos desde o início da ofensiva militar israelense, dia 7 de julho, elevou-se neste sábado para 338, dos quais mais de 70 crianças, com mais de 2.500 feridos e 50 mil pessoas obrigadas a deixar suas casas e a buscar campos de refugiados.

AE-AP, Agência Estado

19 de julho de 2014 | 20h40

Israel também suspendeu o fornecimento de energia elétrica para o território, onde vivem mais de 1,5 milhão de palestinos. O bombardeio de Gaza por artilharia, aviões e navios israelenses prosseguia no sábado à noite.

Segundo o Exército de Israel, foguetes disparados por militantes palestinos desde Gaza mataram duas pessoas perto da cidade de Dimona, elevando o saldo de mortos entre os civis israelenses a três. Um soldado israelense havia morrido na sexta-feira, vitimado por "fogo amigo".

Oficiais israelenses disseram que um grupo de 13 militantes palestinos infiltrou-se em Israel por meio de um túnel que levava a uma fazenda próxima ao kibbutz Ein Hashlosha e atacou uma patrulha israelense, matando o major Amotz Greenberg, 45, e o sargento Adar Bersano, 20. Um dos militantes foi morto.

O Hamas divulgou comunicado elogiando os participantes da operação. "Demos uma lição dura no inimigo sionista, como parte da corrente de surpresas que prometemos a nossos cidadãos e à nação", diz o comunicado. A última vez que militantes de Gaza mataram dois soldados israelenses havia sido em 2006; naquela ocasião, eles também capturaram o soldado israelense Gilad Shalit, que acabou sendo libertado em 2011 em troca da soltura de mil prisioneiros palestinos.

No Cairo, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry, disse que seu país não pretende revisar os termos da proposta de cessar-fogo que havia apresentado no começo da semana. A proposta, feita de acordo com o governo de Israel, foi rejeitada pelo Hamas, pelo fato de os palestinos não terem sido consultados.

Neste sábado, o Hamas apresentou sua própria proposta de cessar-fogo, apoiada pelos governos da Turquia e do Qatar. Segundo as agências de notícias palestinas, diplomatas do Qatar teriam entregue a proposta ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry. A proposta inclui a cessação imediata de hostilidades e de operações militares, o levantamento do cerco de Gaza e a abertura dos postos de fronteira para a passagem de pessoas e de suprimentos, a permissão para que pescadores palestinos possam trabalhar em uma área a até 12 milhas da costa e a libertação dos palestinos detidos depois de 12 de junho. Fonte: Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Isralpalestinos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.