Militantes pró-Rússia libertam reféns no leste da Ucrânia, diz governo

Militantes pró-Rússia libertam reféns no leste da Ucrânia, diz governo

Governo interino de Kiev promete por fim a protestos separatistas nos próximos dois dias

O Estado de S. Paulo,

09 de abril de 2014 | 07h38

KIEV - Militantes pró-Rússia que ocupam desde o fim de semana a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), na cidade de Lukansk libertaram nesta quarta-feira, 9, os 56 pessoas mantidas reféns desde ontem no prédio. O edifício continua cercado por tropas do governo, que ontem expulsaram separatistas em Kharkiv.

Segundo as autoridades ucranianas, os ativistas pró-russos recolheram as armas do arsenal da sede do SBU e colocaram minas em seu interior.

O governo de Kiev redobrou as medidas de segurança nas regiões do leste do país, com população majoritariamente falante de russo. O chefe do Gabinete da Presidência da Ucrânia, Sergei Pashinski, advertiu que o governo utilizará a força se os ocupantes dos edifícios públicos não os deixarem pacificamente.

"Se não encontramos uma forma de resolver a situação pacificamente, vamos agir de acordo com a lei antiterrorista e outras normas", declarou ontem Pashinski.

O ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, disse que o impasse nas regiões orientais do país devem ser resolvidos nos próximos dois dias, por meio de negociações ou da força. "A operação antiterrorista segue em curso e podemos utilizar qualquer ação planejada a qualquer momento", disse o ministro.

O deputado opositor Serhi Tyhipko disse ter entrado no prédio e não ter visto reféns ali. Ele pediu que o governo interino de Kiev, que assumiu o poder após a derrubada do líder pró-russo Viktor Yanukovich, escute as demandas dos russos étnicos do leste da Ucrânia.

"As autoridades não escutam o sudeste. As pessoas expõe suas demandas e ninguém escuta", disse Tyhipko.

O Parlamento da Ucrânia aprovou ontem uma série de emendas que endurecem as penas por crimes contra o Estado e punem com até 15 anos de prisão ou prisão perpétua as ações separatistas que levem à morte de pessoas ou tenham consequências graves. / AP e EFE

 

Tudo o que sabemos sobre:
UcrâniaRússiaDonetsk

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.