Militantes sunitas querem controle de represas no Iraque

Militantes do grupo extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) lançaram um ataque no final de semana em uma tentativa de tomar a represa de Haditha

Estadão Conteúdo

04 de agosto de 2014 | 17h13

Os militantes que agora controlam uma grande parte do Iraque lutam pelo controle sobre o fornecimento de água, um dos recursos mais preciosos do país.

Militantes do grupo extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) lançaram um ataque no final de semana em uma tentativa de tomar a represa de Haditha, no oeste iraquiano. Ao mesmo tempo, eles buscam o comando sobre a barragem de Mosul, a maior barragem do Iraque, no norte do país.

Ao tomar o controle das maiores reservas iraquianas de água, os militantes podem usar a água e a eletricidade para abastecer o território que eles agora dominam. O grupo poderia até mesmo vender os recursos e usá-los como uma forma rentável de ganhos.

Eles poderiam até usar as represas como uma arma de guerra, inundando as regiões que se encontram ao longo do rio para barrar o avanço do exército iraquiano. Os militantes já fizeram algo parecido com uma barragem menor que eles controlam, próximo a Bagdá. Com as represas maiores, no entanto, isso seria mais difícil, já que poderia também inundar as áreas sob domínio dos insurgentes.

Na sexta-feira, os militantes lançaram um ataque em três frentes à cidade de Haditha, onde se encontra o dique de mesmo nome. Guerrilheiros suicidas tentaram, mas não conseguiram explodir um tanque de óleo e caminhões cheios de explosivos. O objetivo era destruir a última linha de defesa entre os insurgentes e a represa. Ao menos 35 pessoas do EIIL e 10 soldados morreram.

Os jihadistas também se aproximam da represa de Mosul, localizada ao norte da cidade com o mesmo nome, a segunda maior do Iraque. O conflito na região se intensificou neste domingo, após as cidades próximas de Zumar e Sinjar caírem nas mãos dos militantes.

A água não é o primeiro recurso que o grupo islâmico tenta controlar. Os militantes conseguiram tomar à força campos de petróleo e tubulações na Síria e têm vendido óleo para ajudar a financiar seu avanço. Fonte: Associated Press

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