Militar americano será julgado no Japão

Autoridades japonesas acusaram formalmente, nesta quinta-feira, o sargento Timothy Woodland, de 24 anos, da Força Aérea norte-americana, pelo estupro de uma mulher na ilha de Okinawa, no último dia 29 de junho. Entregue pelas autoridades norte-americanas ao Japão no dia 6 de julho último, Woodland reconheceu ter mantido relações sexuais com a mulher, uma japonesa de 20 anos, em um estacionamento situado perto da base aérea norte-americana de Kadena, mas afirma que ela consentiu na relação. Oficiais norte-americanos recusaram-se a entregar Woodland à polícia local durante quatro dias depois de um mandato de prisão ter sido expedido, a 2 julho, afirmando querer garantias de que seus direitos seriam protegidos. Os norte-americanos têm se recusado a divulgar detalhes, mas informações veiculadas pela imprensa japonesa dizem que os promotores concordaram em limitar-se a questionar Woodland 10 horas por dia e resolver o caso de forma rápida. Muitos japoneses receberam a demora como um insulto para o sistema judiciário da nação. O episódio desencadeou uma onda de protestos contra as bases norte-americanas no Japão, que abrigam mais de 50 mil soldados, e trouxe problemas para as relações diplomáticas entre os dois países. Só em Okinawa, os Estados Unidos mantêm um quadro de 26 mil funcionários. Hoje, centenas de estudantes fizeram manifestações em frente à embaixada norte-americana em Tóquio.

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