Militar argentino propõe Estado Maior do Mercosul

O ministro argentino da Defesa, Horacio Jaunarena, disse nesta terça-feira que as Forças Armadas devem buscar uma maior integração militar dentro dos países que compõem o Mercosul. Em declarações ao jornal La Nación, Jaunarena propôs a criação de um gabinete de reflexão estratégica formado pelos países do mercado comum (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e seus associados (Bolívia e Chile). O objetivo é fomentar uma aproximação maior. Neste sentido, ele manifestou ser preciso "existir uma visão estratégica do tempo no qual se vive. É necessário ter consciência de que neste momento a região é uma das poucas no mundo que apresenta um panorama estável", acrescentou. "Eventuais confrontos com Chile ou Brasil estão praticamente descartados, ou pelo menos tal possibilidade é muito remota. O progresso das medidas de confiança entre os países do Mercosul é substantivo." De acordo com Jaunarena, "tudo isso nos faz pensar que podemos trabalhar num sistema de cooperação regional para a defesa. O que ainda se tem de fazer é adequar as Forças Armadas e entender também que, pela situação econômica do país, teremos recursos escassos por bastante tempo", declarou. "Teremos de obedecer a uma quase obsessiva racionalização de recursos, destinando a maior quantidade possível ao operativo em detrimento do burocrático e do administrativo." Ele disse que um de seus objetivos é criar o Estado Maior do Mercosul, "com representantes de todas as Forças Armadas dos países do Mercosul mais Chile e Bolívia, com civis dirigindo o empreendimento e com uma sede que deverá ser escolhida por consenso". E ele prosseguiu: "Se as ameaças são transnacionais, as respostas também devem ser transnacionais. Hoje é impossível responder a esse tipo de ameaça sem uma ação regional coordenada de inteligência."

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