Militar dos EUA confessa estupro e assassinato de adolescente

Um dos quatro soldados americanos acusados de estuprar e matar uma adolescente iraquiana e de assassinar sua família, confessou sua culpa nesta quarta-feira e irá testemunhar contra os outros acusados. O soldado James P. Barker aceitou o acordo para evitar a pena de morte, segundo seu advogado de defesa, David Sheldon. Ele afirmou que Barker concordou em cooperar com os promotores. Os assassinatos ocorreram em Mahmoudiya, cidade a aproximadamente 30 quilômetros ao sul de Bagdá, e estão entre os piores ataques a civis e outros abusos cometidos por militares no Iraque. Em uma audiência nesta quarta-feira, o Exército acusou outro soldado, o sargento Paul Cortez, das acusações de estupro e assassinato da garota e do assassinato de sua família. Cortez entrou com uma apelação e a data do julgamento ainda não foi determinada. Cortez e Jesse V. Spielman, membros do mesmo regimento de Barker, podem encarar a pena de morte se considerados culpados no caso, que está sendo julgado em corte marcial em Fort Campbell. Spielman será julgado em dezembro. O suposto líder do grupo, ex-soldado Steve Green, de 21 anos, se declarou inocente na semana passada em uma corte federal, das acusações que incluem assassinato e assédio sexual. Green foi dispensado do Exército por "desordem de personalidade" antes das acusações se tornarem conhecidas, e promotores ainda devem dizer se irão pedir a pena de morte para o ex-soldado. O indiciamento acusa Green e os outros três soldados de estuprar a garota, matá-la, e queimar seu corpo para ocultar seus crimes. Ele também supõe que Green e os outros mataram o pai, a mãe e a irmã de seis anos da adolescente. Barker já deu aos investigadores relatos minuciosos dos crimes.

Agencia Estado,

15 Novembro 2006 | 15h19

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