Militar dos EUA é condenado pela morte de detido no Iraque

O militar de maior patente até agora acusado nos EUA da morte de um detido no Iraque foi declarado culpado na madrugada passada de homicídio por negligência, mas não da acusação mais grave de assassinato.Um júri de seis militares em Fort Carson (Colorado) declarou culpado o suboficial Lewis Welshofer da morte por asfixia do general iraquiano Abed Hamed Mouhush.A acusação de homicídio por negligência pode acarretar a Welshofer uma pena máxima de três anos de prisão.Como foi evidenciado no julgamento, durante um interrogatório em novembro de 2003 Mouhush foi obrigado a colocar a cabeça dentro de um saco. O suboficial lhe cobriu a boca e se sentou sobre seu peito.Os procuradores acusaram Welshofer de utilizar tortura para obter informação do general iraquiano. Após uma deliberação de seis horas e meia, o júri do tribunal militar considerou o suboficial culpado de homicídio por negligência mas não de assassinato ou de homicídio pleno, acusações muito mais graves.O júri também declarou Welshofer culpado de abandono negligente do dever, o que lhe pode render outros três meses de prisão. O suboficial enfrenta também a expulsão das Forças Armadas.Segundo o advogado de Welshofer, Frank Spinner, "o veredicto reflete o contexto no qual os atos ocorreram. O júri reconheceu que existe confusão em torno das regras dos interrogatórios".

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