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Militar iraniano diz que era 'cedo' para conversa de Rouhani e Obama

Apesar de crítica, chefe da Guarda Revolucionária elogia discurso de presidente na ONU

O Estado de S. Paulo,

30 de setembro de 2013 | 20h32

TEERÃ - O dirigente da Guarda Revolucionária do Irã,Mohammad Ali Jafari,  disse nesta segunda-feira, 30, que a conversa telefônica entre o presidente iraniano, Hassan Rohani, e o americano, Barack Obama, aconteceu cedo demais

Cerca de 100 conservadores linha-dura do regime foram no sábado até o aeroporto de Mehrabad, em Teerã, quando Rohani retornava do exterior, para demonstrar sua irritação com o telefonema, aos gritos de "Morte à América". Centenas de partidários de Rohani também estiveram no local para saudá-lo.

As divisões são um indício dos desafios que Rouhani enfrenta para convencer os linha-duras anti-Ocidente, incluindo a Guarda Revolucionária Islâmica, dominada por ideólogos islamistas e considerada uma das instituições mais influentes na estrutura de poder no Irã. Apesar da crítica, no entanto, Jafari elogiou a posição adotada por Rohani na Assembleia-Geral da ONU.

"Em sua viagem, o presidente da República Islâmica do Irã adotou posições poderosas e adequadas, especialmente em seu discurso na Assemblea-Geral da ONU", disse o dirigente da Guarda, Mohammad Ali Jafari, à agência de notícias Tasnim.

"Foi melhor não indicar nenhuma data para um encontro cara-a-cara com Obama e ele (Rouhani) deveria ter recusado uma conversa telefônica até depois de o governo americano mostrar sua sinceridade (em relação ao Irã)."

Embora não tenha havido um aperto de mãos entre Rohani e Obama na sede da ONU, o qual chegou a ser motivo de especulação, os dois mantiveram uma conversa de 15 minutos por telefone na sexta-feira, coroando uma semana de importante atividade diplomática do presidente iraniano.

Até o momento personalidades influentes no Irã elogiaram as atitudes de Rohani de "interação construtiva" nas Nações Unidas, depois do endosso do homem mais poderoso no Irã, o aiatolá Ali Khamenei no começo do mês.

A população também vem demonstrando apoio a suas tentativas de buscar o diálogo com o mundo e alívio nas sanções que têm prejudicado a economia iraniana. / REUTERS

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