Militar iraquiano nega risco de guerra civil no país

Em uma visita relâmpago à Dinamarca, o chefe das forças militares iraquianas, Babakir Zebari, negou nesta quinta-feira que seu país corra o risco de sofrer uma guerra civil após os últimos episódios violentos registrados. "Não há nenhuma guerra civil, nem estamos perto dela, e sim uma guerra contra terroristas que tentam criar um conflito civil no Iraque, mas o povo iraquiano nunca o aceitará", afirmou Zebari em entrevista coletiva conjunta com o ministro da Defesa dinamarquês, Soeren Gade. Zebari atribuiu a escalada da violência ao recente ataque sofrido por uma mesquita xiita em Samara, mas afirmou que a situação tinha se normalizado novamente. O chefe iraquiano negou que a crise originada pelas caricaturas de Maomé publicadas pelo jornal Jyllands-Posten afetará os 500 soldados dinamarqueses enviados ao Iraque, e advertiu contra uma possível retirada das tropas. "Qualquer retirada antes do tempo provocaria uma catástrofe. Os grupos terroristas se concentraram no Iraque, portanto é melhor para europeus e americanos combater o terrorismo ali, antes que chegue a seus países", afirmou Zebari. O ministro dinamarquês destacou a necessidade de não colocar uma data para a saída das tropas dinamarquesas do Iraque. Para ele, o fator que determinará a retirada deve ser a situação política e de segurança no país.

Agencia Estado,

16 Março 2006 | 17h58

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