Militar que alega ter matado Bin Laden está sob investigação, diz site

Veículo diz ter informações de que o ex-fuzileiro do grupo Seal 6 será investigado por divulgar informações secretas

O Estado de S. Paulo

23 de dezembro de 2014 | 21h03

O ex-fuzileiro americano do grupo especial Seal 6 que alegou ter sido o autor dos disparos que mataram Osama bin Laden em Abbottabad, no Paquistão, está sob investigação por tornar públicos segredos de Estado, de acordo com o site The Daily Beast.

O Serviço Naval de Investigações Criminais (NCIS, na sigla em inglês) recebeu acusação de que Robert O'Neill, que divulgou a jornalistas seu papel na ação de 2011 no ataque ao complexo de Bin Laden, pode ter revelado informações secretas a pessoas que não estavam auitorizadas a recebê-la, segundo autoridades com conhecimento sobre o assunto. O NCIS iniciou uma investigação sobre o assunto para determinar se há mérito na acusação.

O Daily Beast reporta que ex-oficiais de operações especiais, além de outras fontes familiarizadas com a incursão ao complexo de Abbottabad, acusam O'Neill de torcer fatos importantes e assumir erroneamente o crédito por matar o líder da Al-Qaeda.

Um dos pontos de controvérsia é quem disparou o tiro - ou tiros - que atingiram Bin Laden na cabeça, abrindo o seu crânio e matando-o. O'Neill insiste que foi ele quem disparou. Outro fuzileiro naval, Matt Bisonette, também diz ter atirado. Mas outros alegam ter sido um terceiro soldado quem apertou o gatilho.

O'Neill diz que o acordo que assinou enquanto estava no Exército não cobria aspectos discutidos com os jornalistas. Um assessor do militar não respondeu ao Daily Beast sobre o assunto. E o NCIS também não confirmou a investigação.

 

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