Militar rebelde se reúne com superiores na Venezuela

O contra-almirante Carlos Molina Tamayo, que pediu publicamente a demissão do presidente Hugo Chávez, reuiu-se nesta quarta-feira com seus superiores, após o que lançou um apelo aos militares da ativa para que permaneçam "dentro da institucionalidade". "A mensagem (às Forças Armadas) é que se mantenham institucuionais e sigam sua própria consciência e a do povo", disse o militar aos jornalistas ao sair do encontro com seus superiores. Molina recusou-se a ratificar hoje seu pedido de renúncia ou julgamento de Chávez, alegando que "não quero mais enviar mensagens desse tipo, já fiz meu pronunciamento no dia 18 (de fevereiro)". O contra-almirante surpreendeu no início desta semana com uma dura mensagem contra o chefe de Estado feita a partir de um luxuoso da capital, Caracas, ocasião em que, vestido em seu uniforme de gala, se tornou o terceiro oficial da ativa a pedir a renúncia de Chávez em menos de um mês. Depois de suas duras críticas ao mandatário, Molina se reuniu hoje com o inspetor da Marinha, vice-almirante Vicente Quevedo, num encontro que qualificou como "informal e muito amistoso". Considerou também que a reunião se desenrolou em um "clima profissional, totalmente institucional (...) Minha conversa com o inspetor foi muito cordial, muito afável. Esta (a Marinha) é a minha casa, sinto-me excelente", insistiu Molina perante a imprensa. Evitou de todas as formas dar detalhes sobre os termos da conversação, mas assegurou que "falamos de temas institucionais da Marinha". Molina desconsiderou um eventual julgamento por seus abertos pronunciamentos contra Chávez, alegando que eles não atentam contra Constituição, que garante a liberdade de expressão a todos os cidadãos. No início deste mês, também pediram abertamente a demissão de Chávez o coronel ativo da Aviação Pedro Soto e o capitão da militarizada Guarda Nacional Pedro Flores.Versões de rádios e canais de televisão locais asseguraram que o chefe de Estado manteve hoje uma reunião como Alto Comando militar no palácio presidencial de miraflores, mas os oficias se negaram a dar detalhes a respeito para a imprensa.

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