Militar sugere que Israel pode devolver Golã à Síria

A segurança de Israel não será ameaçada se o governo abrir mão das colinas do Golã em troca da paz com a Síria, declarou o general Moshe Yaalon, comandante do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel. A surpreendente declaração marca uma mudança na tradicional posição do Exército israelense de que precisa controlar pelo menos parte do platô, como uma espécie de zona de contenção.As palavras de Yaalon vêm à tona apenas um dia depois de o vice-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, ter indicado que o governo poderia esvaziar mais assentamentos judaicos na Cisjordânia do que os quatro mencionados no plano de "desligamento" defendido pelo primeiro-ministro Ariel Sharon. De acordo com a proposta unilateral, Israel sairia de toda a Faixa de Gaza e de quatro pequenas colônias judaicas na Cisjordânia até o fim de 2005. Israel alega há décadas que abrir mão das colinas do Golã poderia deixar o país vulnerável a um eventual ataque sírio. Israel capturou a região em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias. Em 1981, as colinas foram anexadas. Em negociações de paz anteriores, o ex-primeiro-ministro Ehud Barak chegou a oferecer a retirada de quase todo o local, mas insistia em alguns acertos sobre a segurança e queria fazer ajustes na fronteira.Hoje, porém, Yaalon sugeriu que, do ponto de vista militar, Israel poderia retornar às fronteiras anteriores a 1967 nessa região, o que atenderia a uma exigência síria.

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