Militares ampliam presença no Cairo em demonstração de força

Polícia volta às ruas e Exército reforça tropas; protestos pela renúncia de Mubarak entram no sexto dia

Associated Press

30 de janeiro de 2011 | 13h05

 

CAIRO - A forças de segurança do Egito ampliaram sua presença no Cairo neste domingo, 30, sexto dia de protestos contra o governo do presidente Hosni Mubarak. A polícia voltou a patrulhar as ruas da capital e caças da Força Aérea sobrevoaram as ruas da cidade em uma demonstração de força e de controle da situação, apesar dos saques reportados na noite de sábado.

 

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O Exército enviou mais centenas de homens e veículos blindados para as ruas da capital. A polícia, que virtualmente desapareceu por dois dias depois de reprimir os protestos populares, voltou a patrulhar os bairros do Cairo.

 

Pouco antes de o toque de recolher entrar em vigor, às 16 horas locais (meio dia em Brasília), dois caças sobrevoaram a cidade diversas vezes e a uma altitude baixa o bastante para que fosse possível ver a cabine das aeronaves, segundo relatos de testemunhas.

 

Na noite do sábado, devido à ausência da força policial, os próprios habitantes da cidade tiveram de se organizar para lutar contra saqueadores. Houve relatos de shoppings, lojas e até casas sendo invadidas e o clima de insegurança tomou conta do Cairo, que tem cerca de 18 milhões de habitantes.

 

As autoridades egípcias dizem que o Exército está atrás de prisioneiros que escaparam das prisões do país e que a política ajuda nas operações. O toque de recolher segue sendo desrespeitado e a população segue nas ruas para pedir a renúncia de Mubarak.

 

Manifestantes de todos os setores da sociedade egípcia tomaram as ruas desde a terça-feira pedindo o fim do regime de Mubarak, que já dura 30 anos. Alguns soldados do Exército e policiais se uniram às marchas, que já deixaram centenas de mortos.

 

Os distúrbios, batizados de "Dia da Fúria" por alguns ativistas na internet, foram inspirados na "Revolução do Jasmim", que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, há duas semanas. No Iêmen e na Jordânia também foram registradas manifestações.

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