Militares ampliarão poderes de primeiro-ministro no Egito

Críticos das Forças Armadas criticavam governo provisório por limitar autoridade do premiê

Reuters

06 de dezembro de 2011 | 12h29

CAIRO - O novo primeiro-ministro do Egito disse nesta terça-feira, 6, que o Conselho Supremo das Forças Armadas lhe concederia mais poderes, informou a agência de notícias estatal Mena. A informação surge após críticos acusarem o governo provisório de não dar autoridade o suficiente para o gabinete acelerar o processo de transição para um governo civil.

 

Veja também:

especialMAPA: A revolta que abalou o Oriente Médio

tabela HOTSITE: Eleições no Egito

 

Kamal Ganzouri, encarregado pelos militares para formar um "governo de salvação nacional", disse que o Exército faria um decreto "em poucas horas" para conceder ao premiê "poderes presidenciais, exceto aqueles relacionados ao judiciário e às Forças Armadas". Ele não deu mais detalhes.

 

A nomeação de Ganzouri, 78, foi criticada pelos manifestantes que participaram da revolução que derrubou o regime de Hosni Mubarak em fevereiro, uma vez que o primeiro-ministro já havia ocupado o cargo nos anos 1990 poderia representar os interesses do antigo governo. Ele ainda não apontou um novo gabinete.

 

O antigo premiê, Essam Sharaf, também foi pressionado por não promover reformas significativas para a transição do poder para um governo civil, a principal reivindicação desde a queda de Mubarak. As manifestações forçaram os militares a aceitarem a renúncia do antigo gabinete.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.