Militares anunciam emendas à lei eleitoral no Egito

Os governantes militares do Egito disseram hoje que emendas à lei eleitoral vão tornar mais fácil a formação de partidos políticos, mas permanecerá a proibição para as agremiações de base religiosa. Um texto com as emendas, divulgado pela agência oficial de notícias Mena, diz que os partidos "não podem basear seus princípios, programa ou atividades ou ainda a escolha de seus líderes e membros por causa da religião, classe ou seita".

AE, Agência Estado

28 de março de 2011 | 15h55

Outra emenda vai descartar um comitê que geralmente impedia alguns grupos de conquistar o status de partido e o substitui por um outro, formado por juízes, que terá 30 dias para rejeitar os requerimentos para abertura de agremiações políticas, disse Mamduh Shahin, integrante do Conselho Supremo das Forças Armadas, em coletiva de imprensa.

As emendas também proíbem a injeção de fundos governamentais nos partidos. "O governo vão vai sustentar qualquer partido. Alguns partidos foram formados apenas para obter dinheiro", disse Shahin. As siglas também terão de apresentar seus registros financeiros para auditorias anuais, afirmou. A proibição não deve impedir a Irmandade Muçulmana, a força política mais bem organizada do país, de formar um partido político.

Hoje, o toque de recolher imposto no Cairo e em outras duas importantes cidades egípcias teve seu período reduzido para três horas, informou a agência Mena, citando um oficial militar. "Foi decidida a redução do toque de recolher para três horas, das 2 horas (21 horas em Brasília) até as 5 horas (0h em Brasília)", disse o oficial.

A restrição vigorava entre a meia-noite e as 6h. Ela foi imposta no dia 28 de janeiro nas Cidades do Cairo, Alexandria e Suez, após manifestações violentas realizadas durante um levante popular exigindo a saída do presidente Hosni Mubarak, que foi forçado a renunciar e entregar o poder ao Exército em 11 de fevereiro, após 18 dias de revolta. As informações são da Dow Jones.

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