Militares buscam reconciliação com monges em Mianmar

Donativos foram recebidos pelos religiosos, após protestos recentes, afirma jornal da propaganda militar

Efe

08 de outubro de 2007 | 04h50

A Junta Militar que governa Mianmar (antiga Birmânia) doou cerca de US$ 8 mil, além de alimentos e medicamentos, a aproximadamente 50 mosteiros do norte de Rangun. O objetivo é tentar restaurar as relações com os monges budistas, protagonistas das grandes manifestações pacíficas das últimas semanas. Segundo a edição desta segunda-feira, 8, do diário Nova Luz de Myanmar, órgão de propaganda do regime militar, as doações foram distribuídas no domingo, 7, por altos comandantes militares e foram arrecadadas entre os soldados e suas famílias. O donativo foi aceito pelos monges, indicou a fonte. No mês passado, os monges declararam o boicote a essas tradicionais doações pelos maus-tratos sofridos por alguns de seus membros nas mãos dos soldados. Em seguida ocorreram as manifestações contra o aumento do combustível e dos produtos básicos, que finalmente se transformaram em um clamor popular pela democratização do país. A resposta violenta contra os protestos custou a vida de 16 pessoas, conforme dados oficiais. Grupos dissidentes no exílio afirmam que as vítimas fatais passam de 200. As autoridades militares sustentam que cerca de 2.700 pessoas, entre elas 573 monges de mosteiros de Rangun, foram detidas desde 28 de setembro. O governo militar afirma que já pôs em liberdade quase 1.600 pessoas, e que dez morreram durante a ação dos soldados e da polícia contra os manifestantes.

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