Militares colombianos descartam intervenção dos EUA

O comandante do Exército da Colômbia, general Carlos Alberto Ospina, descartou uma intervenção americana no país. Mais de 2.000 soldados colombianos estão à procura de três americanos que possivelmente estão em poder da guerrilha, depois de o avião em que viajavam fazer uma aterrissgem de emergência no sul do país. "Este é um país que tem suas próprias leis, e em que as intervenções estrangeiras não são permitidas. Como em qualquer parte do mundo", disse Ospina, nesta segunda-feira, à rádio RCN.Mesmo assim, reconheceu que funcionários dos EUA asssessoram e fornecem tecnologia aos militares que participam da busca. Uma aeronave americana que realizava tarefas de inteligência teve que realizar uma aterrrissagem de emergência na quinta-feira, nas montanhas do sul do país, devido a uma aparente falha no motor. Supostos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que chegaram até o pequeno avião teriam executado com "tiros de misericórdia" um dos quatro americanos e um sargento do Exército colombiano que viajavam no aparelho, segundo fontes militares locais. Presume-se que outros três americanos tenham sido capturados pelos rebeldes. "Há indícios que permitiriam dizer que eles foram seqüestrados", afirmou Ospina. Mas não descartou que os estrangeiros tenham podido escapar e estejam ocultos em algum lugar entre os municípios de Doncello e Puerto Rico, cerca 340 km a sudoeste de Bogotá. O militar indicou que apesar de mais de 2.000 soldados e vários helicópteros armados estarem participando das operações, não há um cerco militar à zona "porque o terreno e extensão não o permitem". Se o seqüetro for confirmado, será o primeiro em que funcionários dos EUA caem em poder dos insurgentes, em mais de quatro décadas do conflito colombiano.

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