AP Photo/ Evan Vucci
AP Photo/ Evan Vucci

Militares da Venezuela negociam com Juan Guaidó, diz John Bolton

Segundo conselheiro da Casa Branca, eles querem saber como apoiar a oposição

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2019 | 20h51

WASHINGTON - O Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, disse neste domingo, 10, que militares venezuelanos têm conversado com membros da Assembleia Nacional sobre como agir para apoiar a oposição.

Bolton não previu o impeachment do presidente Nicolás Maduro, mas considerou que a dinâmica do momento é favorável ao autoproclamado presidente interino da Venezuela, o opositor Juan Guaidóreconhecido por mais de 50 países como presidente interino da Venezuela.

“Existem incontáveis conversas entre membros da Assembleia Nacional e membros das Forças Armadas na Venezuela – base do poder de Maduro – sobre o que poderia acontecer e como eles poderiam se mover para apoiar a oposição”, disse Bolton em uma entrevista ao programa This Week, da ABC.

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Protestos foram convocados pela oposição e receberam apoio dos Estados Unidos.

Suas declarações chegam um dia depois de milhares de pessoas tomarem as ruas de Caracas para protestar contra o governo venezuelano, em meio a um apagão em massa que deixou a capital e grande parte do país sem eletricidade desde quinta-feira.

Guaidó anunciou que pedirá hoje ao Parlamento que declare “estado de alerta” na Venezuela, em função do apagão. O objetivo, segundo ele, é pedir ajuda internacional.

A crise energética se transformou em uma nova queda de braço entre Maduro e Guaidó. Maduro denunciou “ataques eletromagnéticos” ao “cérebro” da Hidrelétrica de Guri. Guaidó responsabiliza o governo por falta de investimentos e de manutenção, assim como pela corrupção.

Neste domingo, 10, o New York Times publicou reportagem afirmando que um coquetel molotov lançado por um manifestante oposicionista encapuzado foi a causa do incêndio em caminhos com remédios e comida que estavam em uma caravana de ajuda internacional que tentaram entrar no país, no mês passado. 

O jornal diz ter tido acesso a gravações inéditas que permitiram a reconstrução do incidente. “É possível observar o lançamento de uma bomba caseira, feita com uma garrafa, contra a polícia, que estava bloqueando uma ponte. No entanto, o pano usado para acender o coquetel molotov se separou da garrafa, voando em direção ao caminhão de primeiros socorros”. / AFP e REUTERS

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