Militares de Guiné-Bissau cercam casa de premiê

Um grupo de dez militares tomou controle da rádio estatal de Guiné-Bissau e expulsou seus funcionários na noite de ontem, enquanto soldados ocuparam a sede do partido governista e a avenida onde vive o primeiro-ministro do país, Carlos Gomes Júnior. Segundo a agência France Presse, disparos de foguetes foram ouvidos perto da casa do premiê.

BISSAU, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2012 | 03h07

Em fim de mandato, o primeiro-ministro obteve 48,97% dos votos em eleições organizadas há quase um mês. Pouco antes da movimentação militar de ontem, Kumba Yala, o principal adversário de Gomes Júnior na disputa - que obteve 23,26% no primeiro turno - havia convocado um boicote à segunda rodada da votação, denunciando um sequência de fraudes na etapa anterior.

Outros quatro candidatos na disputa eleitoral seguiram o exemplo de Yala, ex-presidente do país, e conclamaram seus partidários a não aparecer para votar no segundo turno. "Qualquer um que se aventure fazer campanha assumirá a responsabilidade de tudo o que acontecerá", ameaçou o líder de oposição.

A data da próxima etapa da votação foi adiada ontem do dia 22 para o dia 27. O início da campanha estava previsto para ocorrer hoje. Nos últimos dias, havia temores sobre atos de violência na ex-colônia portuguesa, marcada por vários golpes de Estado desde sua independência em 1974. / AFP e EFE

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