Militares de Israel questionam legalidade de ocupação

Oito militares israelenses da reserva que se negam a cumprir o serviço militar na Cisjordânia e Faixa de Gaza pediram hoje à Corte Suprema de Israel que declare ilegal a ocupação desses territórios palestinos. Não ficou imediatamente claro se o máximo tribunal israelense aceitaria o caso.Os demandantes disseram tratar-se do primeiro questionamentolegal sobre a presença de Israel nos territórios palestinos, quejá dura 35 anos.Os militares da reserva alegaram que nos últimos dois anos de combates entre israelenses e palestinos, o Estado judeu nãocumpriu seu dever - estabelecido pelo direito internacional - decuidar dos palestinos que vivem sob a sua ocupação.Israel ocupou a Faixa de Gaza e Cisjordânia durante a Guerrados Seis Dias em 1967 e manteve o controle dos territórios atémeados da década de 1990, quando se retirou das principaiscidades como parte de um acordo interino de paz.Durante seu controle, instaurou um governo militar que proporcionava serviços aos palestinos, sendo que tal responsabilidade foi assumida pela Autoridade Palestina depois da retirada das tropas.No entanto, os militares voltaram a ocupar a maior parte daCisjordânia no início deste ano como parte de uma ofensivacontra milicianos palestinos. Uma vez lá, além da repressão,impuseram toque de recolher durante dias inteiros, mas nãoofereceram trabalho aos civis."As atividades das Forças de Defesa Israelenses,independentemente do objetivo importante de combater o terror,têm conseqüências devastadoras para centenas de milhares decivis inocentes", diz a demanda. "Por isso, a ocupação éilegal".Os oito demandantes, cujas patentes vão de sargento e major,se encontram entre cerca de 100 militares israelenses que seopõem à ocupação de Israel.

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