Militares de Mianmar anunciam eleições para novembro

Após vinte anos, país terá eleições parlamentares; 30 milhões de pessoas vão participar do pleito

Efe

13 de agosto de 2010 | 04h16

BANGCOC - Mianmar (antiga Birmânia) realizará suas primeiras eleições parlamentares em duas décadas no próximo dia 7 de novembro, anunciou nesta sexta-feira, 13, a Junta Militar através da televisão estatal.

Cerca de 40 formações políticas se registraram para o pleito na Comissão Eleitoral criada pelo regime presidido pelo general Than Shwe.

O anúncio aconteceu um dia depois que as autoridades divulgaram a lista de circunscrições para a votação, que vai envolver cerca de 30 milhões de pessoas.

A eleição não terá o principal partido opositor, a Liga Nacional pela Democracia (LND), dissolvida por não ter se registrado a tempo por ter boicotado a reunião pelo veto aos presos políticos.

Nos últimos dias, outras forças também ameaçaram não concorrer caso a Junta Militar continue intimidando seus membros.

O pleito é visto pelo movimento pró-democracia como uma farsa para manter os militares no poder, com interesse de defender pelo menos sete partidos vinculados ao regime.

Estados Unidos e União Europeia advertiram às autoridades birmanesas que não aceitarão o resultado se a votação não ocorrer de forma livre e transparente.

Mianmar é uma ditadura militar desde 1962, e não realiza eleições desde 1990, quando a LND venceu de forma arrasadora, mas os generais se negaram a aceitar os resultados.

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