Patryk Ogorzalek/REUTERS
Patryk Ogorzalek/REUTERS

Militares dos EUA chegam à Polônia para reforçar países aliados da Otan

Segundo fontes polonesas, o primeiro grupo seria da cadeia de comando; soldados e armamentos chegam em breve

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2022 | 17h39

RZESZOW, POLÔNIA - Os primeiros militares dos Estados Unidos, que reforçarão os países aliados da Otan na Europa Oriental, em meio a uma escalada militar russa na fronteira com a Ucrânia, chegaram neste sábado, 5, à base militar de Rzeszow, no sudeste da Polônia.

Um pequeno avião, transportando o que uma fonte militar polonesa disse ser o pessoal da cadeia de comando dos EUA, pousou pela manhã no aeroporto de Rzeszow-Jasionka, enquanto os preparativos para receber reforços continuavam na base, que fica perto da fronteira da Polônia com a Ucrânia.

Imagens de TV mostraram acomodações temporárias sendo preparadas na G2A Arena na cidade vizinha de Jasionka, para os soldados americanos, enquanto trabalhadores podiam ser vistos construindo uma cerca ao redor do local.

Cerca de 1.700 militares, principalmente paraquedistas da 82.ª Divisão Aerotransportada, serão enviados de Fort Bragg, na Carolina do Norte, para a Polônia “nos próximos dias”, disseram fontes do Exército americano. Os EUA já têm cerca de 4.500 soldados na Polônia em parceria com a Otan, estacionados em uma base no oeste do país.

De acordo com o Pentágono, um esquadrão Stryker de cerca de 1 mil militares dos EUA com base na cidade alemã de Vilseck será enviado para a Romênia. As primeiras tropas adicionais dos EUA chegaram à Alemanha na sexta-feira.

A Rússia negou planos de invadir a Ucrânia, mas enviou mais de 100 mil soldados perto das fronteiras do país e diz que pode tomar medidas militares não especificadas se suas exigências não forem atendidas, entre elas uma promessa da Otan de nunca admitir Kiev. Moscou diz que as acusações são um pretexto para a Otan enviar mais armamentos e militares perto das fronteiras russas.

O plano dos EUA vai além dos 8.500 soldados que o Pentágono colocou em alerta no mês passado para enviar à Europa, se necessário. Espera-se que os ministros da Defesa da Otan discutam mais reforços em sua próxima reunião, nos dias 16 e 17.

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, irão para Moscou e Kiev nas próximas semanas, em um esforço diplomático para convencer o presidente russo, Vladimir Putin, a não iniciar uma invasão da Ucrânia. REUTERS

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