Militares dos EUA prevêem mais violência no Iraque

Militares dos Estados Unidos prevêem mais violência no Iraque ao longo das próximas semanas, enquanto as facções políticas e religiosas do país digladiam-se para formam um governo de unidade nacional. O alerta de mais derramamento de sangue segue-se a uma semana marcada pelo que o general Donald Alston descreveu como "ataques horríveis", e em meio à deterioração das relações entre o principal grupo religioso xiita e os árabes sunitas que são o núcleo da resistência armada. Alston, porta-voz da coalizão liderada pelos EUA, disse que os ataques violentos que mataram mais de 500 pessoas desde as eleições de 15 de dezembro são sinal de que os rebeldes tentam usar o período de transição para um novo governo para desestabilizar o processo democrático. No mês que se passou desde as eleições, foram mortos 54 soldados americanos.Os resultados finais das eleições devem ser divulgados na próxima semana. Embora haja esperança de que um governo seja formado em fevereiro, a maioria dos especialistas e autoridades concordam que o processo deverá consumir de dois a três meses. A Aliança Unida Iraquiana, um bloco religioso xiita, já controla o governo provisório atualmente no poder, e espera-se que saia das eleições numa posição de força, de acordo com os resultados preliminares. Mas não terá vagas suficientes na Assembléia de 275 cadeiras para escapar da necessidade de formar uma coalizão.

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