Militares dos EUA são interrogados por estupro de japonesa

Uma jovem japonesa foi violentada sexualmente nesta sexta-feira em um estacionamento de Okinawa e a polícia japonesa interrogou diversos militaresestacionados numa base da Força Aérea dos Estados Unidos situadana região depois de uma testemunha ter dito que soldadosnorte-americanos estariam envolvidos no crime, informaramautoridades locais. Uma testemunha que não quis se identificar disse à polícia quevários homens, aparentemente militares norte-americanos,estupraram a mulher em um estacionamento na cidade de Chatan, eentão fugiram em um veículo. De acordo com Shoichi Shinzato, um porta-voz da polícia deOkinawa, a vítima, com pouco mais de 20 anos, contou em seutestemunho ter sido cercada por diversos estrangeiros e um delesa estuprou. Ela não soube dizer a nacionalidade dos suspeitos nem falounada sobre algum deles ter tentado conter o ataque, ocorrido numbairro repleto de bares e restaurantes conhecido como "VilaAmericana", não muito longe de diversas bases militaresmantidas pelos Estados Unidos, informou Shinzato. Mais tarde, diversos oficiais da Força Aérea dos EUA foraminterrogados pela polícia na cidade de Okinawa, situada nasproximidades. "Este comportamento é inaceitável e os oficiaisnorte-americanos estão cooperando plenamente com a polícia e comos funcionários do governo de Okinawa para descobrir a verdade" disse o tenente-general Earl Hailston, comandante das forçasdos EUA em Okinawa. A polícia não revelou outros detalhes do crime. A ilha de Okinawa fica a 1.600 quilômetros ao sul de Tóquio eé a base de mais de 50 mil militares americanos no Japão. Essanão é a primeira vez que soldados americanos cometem crimes deviolência sexual contra japoneses, e que sensibilizaram bastantea opinião pública no passado. O caso mais grave aconteceu em 1995, quando três soldados daMarinha americana estupraram uma garota de 12 anos. O incidenteprovocou as maiores demonstrações anti-EUA das últimas décadas.E, no ano passado, um soldado americano foi preso por terinvadido a casa de uma família japonesa em Okinawa e molestado afilha do casal. O caso ocorreu antes de uma visita oficial do então presidenteBill Clinton, que pediu desculpas oficialmente pelocomportamento impróprio dos soldados. Hoje, o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, deixou opaís para fazer sua primeira visita oficial aos Estados Unidosdesde que foi eleito, em abril, e vai se encontrar com opresidente George W. Bush.

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