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Militares e manifestantes do Sudão acertam período de transição de 3 anos

Os seis primeiros meses da transição serão dedicados aos acordos de paz com os movimentos rebeldes do oeste e do sul do Sudão

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 22h06

CARTUM - O Exército do Sudão anunciou nesta quarta-feira que chegou a um acordo com os representantes dos  manifestantes para estabelecer um período de transição política de três anos, e a composição de um Conselho Soberano será decidida em 24 horas. 

"Chegamos a um acordo para um período de transição de três anos", declarou o general Yasser Atta, membro do Conselho Militar que assumiu o poder após a queda de Omar al-Bashir, em 11 de abril. 

Os manifestantes defendiam um período de transição de quatro anos, enquanto o Exército queria reduzi-lo para dois anos. 

Segundo Atta, os seis primeiros meses da transição serão dedicados aos acordos de paz com os movimentos rebeldes do oeste e do sul do Sudão. 

Em relação à futura Assembleia Legislativa, será formada por 300 membros, com até 67% de representantes dos manifestantes, agrupados na Aliança pela Liberdade e a Mudança (ALC), ponta de lança do movimento de protesto. 

O restante da Assembleia será formado por forças políticas não afiliadas à ALC. 

O general não mencionou qualquer acordo sobre a composição do Conselho Soberano, que será a maior autoridade no período de transição para a entrega do poder aos civis. 

Mas Atta prometeu "um acordo total em menos de 24 horas". 

Um representante da ALC, Madani Abbas Madani, confirmou os acordos e disse que as duas partes decidiram formar uma comissão de investigação sobre os atos violentos ocorridos na noite de segunda-feira, no qual morreram 6 pessoas. / AFP

 

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