Militares egípcios passar o poder ao presidente eleito

O conselho militar que governa o Egito prometeu nesta segunda-feira honrar sua promessa de entregar o poder ao novo presidente eleito até o final desde mês, horas depois de o candidato islamita Mohammed Mursi ter afirmado sua vitória.

AE, Agência Estado

18 de junho de 2012 | 11h13

O major-general Mohammed al-Assar, graduado integrante do conselho governante, disse que os generais vão transferir o poder numa "grande cerimônia", segundo a agência de notícias estatal. Ele não deu a data exata da transferência e não mencionou Mursi pelo nome.

Segundo ele, o novo presidente terá autoridade para nomear e demitir o governo e falou que o conselho militar não tem intenção de retirar qualquer autoridade do presidente.

Mas o conselho militar emitiu uma Constituição interina, assim que as urnas foram fechadas na noite de domingo. A lei dá aos generais ampla autoridade para manter seu controle no poder, que fica acima da autoridade do chefe de Estado.

Alguns dias antes do segundo turno da eleição presidencial, realizada no sábado e domingo, os militares concederam a si mesmos novos poderes para deter civis. Um tribunal cheio de juízes indicados pelo ex-presidente Hosni Mubarak dissolveu o Parlamento livremente eleito e dominado pela Irmandade Muçulmana.

A Constituição interina, anunciada na noite de domingo, declara que os militares são os legisladores do país, no lugar do Parlamento dissolvido, dá a eles controle sobre o orçamento e o poder de determinar quem vai redigir a Constituição permanente, que vai definir o futuro do país. As informações são da Associated Press.

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