Hussein Malla/AP
Hussein Malla/AP

Militares egípcios tentam obter confiança

Governo provisório adota medidas para garantir à população que compartilha seu desejo de mudanças

, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2011 | 00h00

CAIRO

Os líderes civis e militares que controlam o Egito após a revolução popular adotaram ontem várias medidas significativas para garantir aos egípcios que eles também partilham do seu anseio por mudanças e para indicar aos líderes estrangeiros sua intenção de avançar rapidamente para um regime genuinamente civil.

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, esteve no Cairo ontem para se reunir com líderes civis e militares, tornando-se o líder internacional de maior importância a visitar o Egito desde que uma revolta popular depôs o presidente Hosni Mubarak após 18 dias de protestos generalizados.

Ao mesmo tempo, o principal promotor de Justiça do país deu novos passos no sentido de congelar os bens de Mubarak e sua mulher, Suzanne, no exterior, assim como os de seus dois filhos, Gamal e Alaa", e suas mulheres, de acordo com representantes do governo. Diz-se que os bens incluem uma mansão num elegante bairro de Londres onde Gamal, filho do ex-presidente, morou no início da década de 90 enquanto trabalhava como consultor do Bank of America.

Na semana passad,a o governo suíço congelou dezenas de milhões de dólares numa conta pertencente à família ou aos principais sócios de Mubarak. Ontem, o promotor público Abdel Meguid Mahmoud disse que pediria ao Ministério das Relações Exteriores que solicitasse a outros governos a adoção de medidas semelhantes. Citando oficiais do aparato de segurança, a Associated Press disse que os bens locais de Mubarak foram congelados assim que ele foi derrubado.

Cameron reuniu-se com o novo líder de facto do país, o marechal Hussein Tantawi. Em entrevista à BBC, ele disse ter pedido aos militares que "agissem de maneira mais rápida e incisiva" para aplicar reformas políticas. O subsecretário de Estado dos EUA William Burns, também foi ao Cairo para se reunir com representantes do governo e da sociedade civil. Ele disse que os EUA apoiariam a transição para um governo totalmente civil, sem ditar as regras de tal processo. / NYT

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