Andrew Burton/AFP
Andrew Burton/AFP

Militares envolvidos no bombardeio a hospital da MSF receberão sanções administrativas

Segundo oficial do departamento americano de Defesa, ‘mais de 10’ militares são alvo do procedimento. Em outubro de 2015, forças americanas bombardearam um hospital da ONG Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão, deixando 42 mortos

O Estado de S. Paulo

18 de março de 2016 | 12h20

WASHINGTON - Os militares envolvidos no bombardeio americano contra um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Afeganistão, em outubro de 2015, receberam ou receberão sanções administrativas, informou na quinta-feira o departamento americano de Defesa. No total, "mais de 10" militares são alvo deste procedimentos, revelou um oficial.

No dia 3 de outubro de 2015, forças americanas bombardearam um hospital da MSF em Kunduz, cidade do norte do Afeganistão, matando 42 pessoas, segundo uma investigação interna da própria ONG.

"Posso revelar que os indivíduos mais ligados ao incidente já foram suspensos de suas funções e são objeto de sanções administrativas", informou o coronel Patrick Ryder, porta-voz do Comando Central americano.

Em novembro, uma investigação realizada pelo Pentágono e pela missão da ONU no Afeganistão concluiu que o bombardeio ocorreu "antes de tudo por um erro humano", agravado por deficiências técnicas e falhas de procedimento.

A MSF pediu em dezembro aos EUA que realizassem uma investigação independente sobre o bombardeio, destacando que o ataque durou quase uma hora e visava "matar e destruir". /AFP

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