Militares holandeses torturaram iraquianos em 2003, diz jornal

Militares holandeses torturaram "dezenas" de iraquianos, em novembro de 2003, em Al-Muthana, no sul do Iraque, submetendo-os a interrogatórios "com mão dura", segundo a edição de hoje do jornal De Volkskrant. O jornal alega que durante os interrogatórios, conduzidos por militares holandeses dos serviços de Inteligência e Segurança, foram colocados óculos de proteção nos suspeitos, que de vez em quando eram retirados para expô-los a luzes extremamente fortes. Os iraquianos também eram expostos a sons "especialmente altos", além de serem molhados para serem mantidos acordados, de acordo com o jornal, que não cita suas fontes. O diretor de informação do Ministério da Defesa, Joop Veen, reconheceu em declarações ao jornal que "houve acontecimentos que não se ajustam às instruções". Veen expressou suas dúvidas sobre se os fatos foram comunicados ao ministro da Defesa, Henk Kamp. "Aconteceu há tempos e não é possível se recordar de tudo", disse o porta-voz da Defesa ao jornal. O jornal De Volkskrant utilizou a palavra "tortura" após consultar o catedrático de Direito Internacional da Universidade de Tilburg Willem van Genugten, que assegurou que "jogar água, cobrir os olhos durante os interrogatórios e altos sons fazem parte do conceito de tortura". O ministro da Defesa holandês ainda não se pronunciou sobre os acontecimentos.

Agencia Estado,

17 Novembro 2006 | 08h25

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