Militares nomeiam novo primeiro-ministro da Mauritânia

Embaixador na União Européia deve ocupar o cargo depois de generais destituírem governo do país africano

Efe,

14 de agosto de 2008 | 11h45

O presidente da junta militar na Mauritânia, o general Mohammed Ould Abdelaziz, nomeou nesta quinta-feira, 14, Moulaye Ould Mohamed Laghdaf como novo primeiro-ministro, informou a Agência Mauritana de Informação (AMI). Laghdaf era até então embaixador da Mauritânia na União Européia, posto para o qual foi nomeado no final de 2006.   O novo primeiro-ministro mauritano estava filiado à União das Forças Democráticas do opositor Ahmed Ould Daddah, que expressou uma postura favorável ao golpe de Estado. A nomeação de um novo premiê mauritano aconteceu dois dias depois do início do Alto Conselho de Estado, autoproclamado após o golpe militar de 6 de agosto, iniciar consultas com diversos partidos políticos para medir sua possível participação no governo provisório que regerá o país até a realização de eleições.   O Conselho de Estado conseguiu o apoio da maioria dos deputados e dos senadores a favor do golpe de Estado contra o presidente deposto, Sidi Mohamed Ould Cheikh Abdallahi.   Em um encontro organizado na quarta com a imprensa em Nuakchott, 66 deputados (sobre um total de 95 que fazem parte da Assembléia Nacional mauritana) e 39 senadores (sobre um total de 57) apresentaram uma declaração de apoio ao levante militar liderado pelo general Mohammed Ould Abdelaziz. Os parlamentares convidaram os militares a "cooperar plenamente com as instituições democraticamente escolhidas e, particularmente, com o Parlamento".   Os deputados lembraram ainda o "contexto de crise política e institucional aguda que conseguia a obstrução sistemática do funcionamento da instituição parlamentar, por conta das práticas anticonstitucionais do ex-presidente da República (em alusão a Abdallahi), e de seu governo".   A junta militar aprovou um decreto constitucional pelo qual reafirma seu poder para governar provisoriamente o país até a realização de eleições gerais. O primeiro-ministro deposto, Yahya Ould Ahmed el-Waghef, foi libertado, mas Abdallahi continua detido.

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