Militares planejam referendo e mudanças no gabinete no Egito

Cúpula provisoriamente no poder já se mobiliza para atender a reivindações da população

Reuters

14 de fevereiro de 2011 | 17h22

 

CAIRO - Ativistas da oposição no Egito afirmam que o novo governo provisório militar, que assumiu o poder no país após a renúncia do presidente Hosni Mubarak na última sexta-feira, promoverá referendos para dividir o poder com lideranças civis e para realizar emendas à Constituição.

 

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Segundo Wael Ghonim, ativista e executivo do Google que ficou famoso durante os protestos que derrubaram Mubarak, os militares planejam realizar um plebiscito em dois meses para fazer emendas à Constituição.

 

O secretário de Assuntos Exteriores do Reino Unido, William Hague, também confirmou que algumas mudanças devem ocorrer no poder no Egito. Segundo o britânico, o primeiro-ministro egípcio, Ahmed Shafik, disse-lhe que líderes da oposição serão inclusos no gabinete ministerial na semana que vem.

 

As informações de Ghonim e de Hague indicam que a cúpula militar no poder já está agindo em prol das reformas que os manifestantes que protestaram por 18 dias desejam. Os protestos, que derrubaram a ditadura de 30 anos de Mubarak, foram realizados por reformas constitucionais e políticas.

 

Apesar das reações, que devem ser bem vistas pelos egípcios, os militares pediram o fim das greves iniciadas durante os protestos. "Os egípcios sabem que essas paralisações, em tempos delicados como esse, levam a resultados negativos", informou a cúpula em um comunicado na televisão estatal. O país volta à normalidade aos poucos após o período caótico de manifestações.

 

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